Álcool e Saúde
estetoscopio.jpg Os efeitos do álcool na nossa saúde constituem um tema bastante vasto.
Por este motivo o Alcoologia.net propõe-se abordá-lo através de vários subtemas:
  • O Álcool e o Fígado  ( 5 itens )
    A doença alcoólica do fígado é uma das mais sérias consequências médicas do uso crónico do álcool. Além disso, o uso crónico do álcool é a única causa mais provável de doenças e morte derivados de complicações hepáticas (hepatite alcoólica e cirroses) nos países civilizados.
  • O Álcool e o Cérebro  ( 8 itens )

    Este conjunto de artigos revê algumas disfunções comuns associadas às lesões cerebrais provocadas pelo álcool bem como as pessoas que apresentam um maior risco para estas disfunções. Há um olhar atento sobre as terapias tradicionais e emergentes para o tratamento e prevenção das disfunções relacionadas com o álcool, assim como para as ferramentas de alta tecnologia que estão a auxiliar os cientistas a compreender melhor os efeitos do álcool no cérebro.

    Fonte: http://www.niaaa.nih.gov

  • O Álcool e o Metabolismo  ( 3 itens )
    Metabolismo é o processo pelo qual o corpo converte as substâncias ingeridas noutros compostos. O metabolismo envolve vários processos, sendo um deles a oxidação: através desta o álcool é “purificado” e removido do sangue, impedindo que se acumule e destrua células e órgãos. Se uma pequena quantidade de álcool escapar ao processo metabólico, será então excretada pela respiração e pela urina. Até que todo o álcool consumido tenha sido metabolizado, é distribuído pelo corpo, afectando o cérebro e outros tecidos.

  • O Álcool e o Envelhecimento  ( 5 itens )
    Apesar de se debater o nível de alcoolismo entre os mais velhos, é provável que o diagnóstico e tratamento de problemas relacionados com o consumo de álcool se torne cada vez mais importante devido ao envelhecimento da população.

  • O Álcool e o Sono  ( 5 itens )
    Em média um adulto dorme 7 horas e meia a 8 horas todas as noites. Apesar do sono ter uma função desconhecida, as evidências demonstram que dormir pouco pode ter graves consequências, incluindo o aumento do risco de doenças depressivas, dificuldades respiratórias e doenças coronárias. Além disso, dormir em excesso durante o dia, resultante de distúrbios do sono, está associado a défices de memória, dificuldades nas funções sociais e ocupacionais e acidentes de trânsito. O consumo de álcool pode induzir a perturbações do sono, por interromper a sequência e a duração dos estados de sono e por alterar o tempo de sono total, assim como o tempo necessário para adormecer (i.e., sono latente).

  • O Álcool e as Doenças Co-ocorrentes  ( 7 itens )
    O termo “comorbidade” refere-se à presença de duas ou mais doenças na mesma pessoa, quaisquer que elas sejam. Essas doenças podem constituir condições médicas ou psiquiátricas, assim como distúrbios pelo uso de drogas, incluindo o alcoolismo. As doenças de comorbidade podem ocorrer simultaneamente ou sequencialmente. O facto de duas doenças serem de comorbidade, não implica porém que uma seja necessariamente a causa da outra, mesmo que uma ocorra primeiro.

    A compreensão da comorbidade é essencial para desenvolver esforços eficazes no tratamento e na prevenção. Por exemplo, ao reconhecer-se que o alcoolismo causa a doença hepática, medidas para diminuir o consumo de álcool irão ajudar a reduzir a incidência da doença.

    O alcoolismo e outras doenças podem estar relacionadas de várias formas, incluindo as seguintes:
    1) o alcoolismo e uma segunda doença podem co-ocorrer, sequencialmente ou simultaneamente, por coincidência.
    2) o alcoolismo pode causar várias condições médicas e psiquiátricas ou aumentar a sua gravidade.
    3) as doenças de comorbidade podem causar alcoolismo ou aumentar a sua gravidade.
    4) tanto o alcoolismo como a doença de comorbidade podem ser causados, separadamente, por uma terceira condição.
    5) o consumo de álcool ou a sua privação podem produzir sintomas que simulam aqueles que fazem parte de doenças psiquiátricas independentes.

    Pesquisas acerca da natureza da relação entre as doenças de comorbidade geralmente apoiam-se em estudos da população clínica (pessoas em tratamento) ou da população em geral. A maioria do estudos sobre comorbidade são baseados em amostras clínicas. Isto pode resultar em estimativas inflacionadas de comorbidade, pois as pessoas com doenças múltiplas têm uma maior probabilidade de procurarem tratamento (falácia de Berkson). Esta tendência pode-se opôr, até um certo ponto, pela relutância de alguns centros de tratamento do alcoolismo em admitir pessoas que exibam graves problemas psiquiátricos. Assim, a prevalência de doenças psiquiátricas de comorbidade entre alcoólicos em tratamento não reflecte a prevalência actual dessa comorbidade na comunidade.

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